A história da Sopa da Pedra

 

Num tempo distante, algures na Europa de Leste pós-guerra, houve uma grande fome que levou as pessoas de forma invejosa a armazenar toda a comida que encontravam, escondendo-a mesmo dos seus amigos e vizinhos. Um dia um soldado errante chegou à aldeia e começou a fazer perguntas, como se estivesse a planear pernoitar por lá.

“Não há nada para comer na província inteira” disseram-lhe. “É melhor continuar a andar”.

“Ah, mas eu tenho tudo o que preciso”, ele disse. “De facto, eu estava a pensar em fazer uma sopa da pedra para partilhar com todos vocês”. Ele retirou um caldeirão de ferro da sua carroça, preencheu-o com água, e acendeu uma fogueira por debaixo dele. Depois, e com grande cerimónia, ele pegou numa pedra perfeitamente vulgar que tinha num saco de cor violeta e atirou-o para a água.

A esta altura, ouvindo os rumores de comida, a maioria dos habitantes aglomeraram-se na praça ou observavam das pelas suas janelas. Enquanto o soldado cheirava o vapor e lambia os lábios em antecipação, a fome começou a sobrepor-se ao seu cepticismo.

“Ahh” disse o soldado para si mesmo de forma audível, “como eu gosto de uma sopa saborosa. Uma sopa da pedra com cenoura é claro – não há nada melhor”.

Rapidamente um habitante se aproximou de forma hesitante, segurando uma cenoura que tinha trazido do esconderijo, e colocou-a dentro do caldeirão. “Capita” gritou o soldado. “Sabe, eu uma vez provei sopa da pedra com cenoura e um pouco de carne de fumeiro, e era digno de reis.”

O talhante da aldeia conseguiu arranjar um pouco de carne de fumeiro… e assim foi, outros trouxeram batatas, cebolas, cogumelos e por aí adiante, até haver uma refeição deliciosa para todos. Os habitantes ofereceram ao soldado uma quantia elevada de dinheiro pela pedra mágica, mas ele recusou-se a vender e continuou a sua viagem no dia seguinte. O moral da história é que, trabalhando em conjunto, com todos contribuindo da forma que puderem, o bem comum é alcançado.

Sem sombra de dúvidas existem pessoas que terão pelo menos mantimentos para 2 semanas, mas a vasta maioria de pessoas muito provavelmente não terão o suficiente de tudo o que é necessário para suprimir as necessidades básicas durante a Reinicialização ao Sistema Financeiro / Bancário.

Como a história da Sopa da Pedra mostra, isto não precisa de ser um obstáculo inultrapassável. Ter refeições comunitárias  é uma forma excepcional de resolver o problema que é alimentar um grupo de vizinhos se o comércio estiver inoperacional.

Outros costumes locais de juntar amigos, família e vizinhos também podem ser utilizados. Em algumas culturas estes eventos são práctica comum. Por uma série de razões óbvias, estas ideias específicas poderão não resultar em  muitas zonas. Contudo, a ideia consiste em adaptar as tradições locais para preencher uma necessidade durante um tempo de grande confusão e incerteza.

Mesmo em  zonas urbanas ou comunidades que sejam predominantemente vegetarianas, estas ideias podem ser adaptadas com grande sucesso. Veja o link seguinte para conhecer uma tradição semanal numa comunidade de São Francisco

http://sf.funcheap.com/event-series/free-community-dinner/

Community-Meal-Pic-2

Repetindo o moral da história da sopa da pedra:

“Trabalhando juntos, com todos contribuindo da melhor forma que puderem, o bem comum é alcançado.”

Se a ingenuidade humana for servida com uma dose imensa de compaixão, as pessoas podem entreajudar-se e ultrapassar qualquer período de tempo difícil. Desta vez não será diferente. A Humanidade pode E prosperará durante o EVENTO.

Artigo original em http://eventreference.org/2015/06/29/stone-soup/

(texto em itálico retirado da publicação original em http://www.extremelinux.info/stonesoup/stonesoup.html )

1 comentário em “A história da Sopa da Pedra

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